Caravana Siga Bem 2012, patrocinada pela Petrobras, começa nesta sexta-feira em São Paulo

Evento itinerante, que promove o combate à violência contra as mulheres e à exploração sexual de crianças e adolescentes, passará por 41 cidades em 18 estados

A Caravana Siga Bem 2012, patrocinada pela Petrobras e pela Petrobras Distribuidora, em parceria com a MAN Latin America, foi lançada nesta sexta-feira (30/3) em São Paulo. A ação vai percorrer 41 cidades em 18 estados brasileiros, no período de abril a setembro de 2012. O evento, que é anual, itinerante e de abrangência nacional, tem por objetivo principal o combate à violência contra as mulheres e à exploração sexual de crianças e adolescentes, disseminação de informações para a cidadania e segurança nas estradas, entre outros.

Considerada a maior ação de responsabilidade social itinerante da América Latina, a Caravana Siga Bem vai percorrer mais de 16 mil quilômetros de estradas. Neste percurso, serão visitados 26 postos da Rede Siga Bem da Petrobras Distribuidora, para divulgar as ações da Caravana. Haverá atividades em articulação com instituições locais que atuam na área de proteção da criança e da mulher, distribuição de materiais educativos e exibição de vídeos. Também serão realizadas ações educativas voltadas para a segurança nas estradas, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal.

Produtos – Nesta edição, os caminhoneiros vão saber mais sobre o fluido automotivo Flua Petrobras (marca própria para o Arla 32) e o novo Diesel S-50 da Petrobras (com menor teor de enxofre) adequado aos novos motores Proconve – 7. Há também uma ação específica da Campanha de Racionalização do Uso de Combustíveis, realizada com apoio do CONPET (Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural), vinculado ao Ministério de Minas e Energia com suporte técnico, financeiro e administrativo da Petrobras.

Durante todo o período de realização do projeto, serão exibidas matérias específicas sobre as ações do Siga Bem Criança e Siga Bem Mulher no programa de TV “Brasil Caminhoneiro”. Neste período, também serão veiculados spots de rádio sobre a proteção da criança e da mulher no programa diário “Siga Bem Caminhoneiro”, veiculado em 170 emissoras em todo o Brasil, e divulgadas as ações realizadas no hotsite do projeto na internet.

De abril a setembro, a Petrobras Distribuidora também realiza ações promocionais para o público de caminhoneiros, envolvendo os 400 maiores postos rodoviários em venda de diesel. A cada 150 litros de diesel ou 20 litros de lubrificantes, o motorista recebe um cupom para concorrer ao sorteio de três caminhões. Nas ações realizadas nos 26 postos da Rede Siga Bem, o caminhoneiro também pode se cadastrar, responder perguntas sobre os temas abordados na Caravana e concorrer a prêmios.

O projeto – A Caravana Siga Bem é patrocinada desde 2004 pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania, através da ação estratégica “Difusão de Informações para Cidadania”. A iniciativa tem também o patrocínio da Man Latin América, montadora de caminhões Volkswagen e maior fabricante de seus veículos na América do Sul, que mantém parceria para desenvolvimento tecnológico na interação motor-combustível com a Petrobras.

A iniciativa faz parte de um conjunto de ações integradas com parceiros como a Secretaria de Direitos Humanos, Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e a Polícia Rodoviária Federal.

O projeto é um instrumento de otimização da comunicação e divulgação de conceitos éticos, como a segurança nas estradas, respeito ao meio ambiente e, especialmente, o combate à violência contra as mulheres e à exploração sexual de crianças e adolescentes, através das ações do “Siga Bem Mulher” e “Siga Bem Criança”.

BR garante que terá 1,5 mil postos com S50 até dezembro

Presidente da distribuidora diz que a companhia deverá investir em áreas em que não possui grande participação de mercado e estima crescimento de vendas de pelo menos 3,5%, porém esse indicador deverá aumentar com as medidas de incentivo do governo anunciadas esta semana

O presidente da BR Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, afirmou que a empresa trabalha para encerrar o ano de 2012 com 1,5 mil postos adaptados para fornecer o diesel de menor teor de enxofre, o S50, que passou a ser comercializado o Brasil em janeiro por força da norma Euro 5/ Proconve 7. Se essa estimativa do executivo se confirmar, será um crescimento de 36% sobre o atual número de 1,1 mil postos que estão aptos a fornecer o combustível.

Essa afirmação do executivo da Petrobras é uma resposta ao temor do mercado de que o combustível poderia faltar no mercado nacional. Circulava o temor entre motoristas e empresas de que a falta do produto poderia ocorrer já que as vendas de caminhões com a tecnologia Euro 5 estaria derrapando no início do ano, o motivo, esta dúvida, o preço mais elevado do veículo e do combustível que, além disso, precisaria ainda do Arla 32 para funcionar corretamente.

“Nossa meta é encerrar 2012 com pelo menos 1,5 mil postos oferecendo o S50 em todo o País e em janeiro de 2013, como prevê a próxima etapa da legislação, substituiremos o S50 pelo diesel S10, com teor ainda menor de enxofre”, afirmou ele em São Paulo. O executivo disse que a falta do S50 seria remota e em casos isolados. No final do ano passado a empresa afirmou que tinha a determinação de colocar cerca de 800 postos com o combustível em distâncias que não ultrapassariam os 400 quilômetros em todos os estados brasileiros.

Para cumprir essa meta, a BR distribuidora tem um plano de investimentos de R$ 2,5 bilhões. A alocação de equipamentos e abastecimento dos postos com o S50 e o S10 – esse no ano quem vem – deverá consumir cerca de R$ 400 milhões. Segundo o executivo, a rede de postos da bandeira BR no Brasil soma cerca de 7,5 mil pontos fato que leva a empresa a deter 39% de participação de mercado, “estamos bem confortáveis, pois nossa concorrente mais próxima está com 19% das vendas no Brasil”, disse ele.

O atendimento da demanda nacional está garantida pela Petrobras, afirmou ele, que lembrou ainda que as demais distribuidoras também estão trabalhando com o combustível. No caso da BR, haverá produção local e importação de parte do combustível. O executivo disse ainda que há preocupação sobre o tempo de armazenamento do S50 em função da necessidade de estocagem por apenas 30 a 60 dias, esse período depende das condições de limpeza e filtragem dos tanques. Apesar disso, minimizou o fato por acreditar que as vendas do Euro 5 deverão crescer a partir de abril, com a redução dos estoques do Euro 3.

Aparentemente a BR não está satisfeita com essa posição de liderança de mercado, apesar do tom de sossego de Lima. A empresa avalia a possibilidade de continuar em crescimento no Brasil por meio de aquisições em regiões onde a presença da companhia não é tão forte quanto a média que apresenta no Brasil. Questionado sobre quais redes ou em que regiões a empresa tem mais interesse ele desconversou e não revelou onde a companhia poderá estender suas ações para aumentar as vendas.

Este ano, Lima imagina um crescimento das vendas acima da estimativa do crescimento da economia brasileira. Ele explica que esse desempenho é comum no País em função do consumo baixo em áreas onde a população possuía menor poder aquisitivo. Hoje, lembra ele, com o aumento de renda e as pessoas consumindo mais, a necessidade de atendimento não é apenas por combustíveis para os carros das pessoas, mas para o atendimento de transportes de produtos porque a circulação de mercadorias em diversas regiões brasileiras aumentou.

Ele cita como exemplo o ano de 2010 quando o PIB (índice que serve para medir o desempenho da economia do País) cresceu 7,5% e a venda de combustíveis aumentou em 10%. Para esse ano, a expectativa não foi revelada, mas trabalham com a estimativa do governo que é de crescimento econômico de 3,5%, esse o patamar mínimo de alta na demanda por combustíveis em geral. Essa entrevista foi dada antes do anuncio do pacote de medidas do governo federal, ocorrido ontem, mas a estimativa de uma elasticidade ante o PIB é valida, ainda mais com a desoneração da cadeia produtiva, fato que ajuda a alavancar o consumo.

Demanda pelo diesel S-50 começa a crescer

Três meses após a chegada no mercado de combustível, já é possível verificar um importante crescimento nas vendas do S-50, um diesel menos poluente.

Entretanto, maior eficiência na comercialização do produto está prevista para o segundo semestre deste ano, quando mais caminhões com nova tecnologia estarão nas ruas. É o que verifica o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo).

O posto Aldo, localizado na BR-364, em Cuiabá, vem comercializando 15 mil litros de S-50 por semana. “Esta quantidade ainda é muito pequena em comparação com a venda do diesel comum, pois não ultrapassa 20% do que comercializo em dia. Mas a expectativa é de crescimento”, calcula Aldo Locatelli, presidente do Sindipetróleo. O revendedor Vilson Kirst, do posto Ciriema de Nova Mutum, nas primeiras semanas de janeiro comercializou pouco mais de 5 mil litros de diesel S-50.

Atualmente vende aproximadamente 15 mil litros por semana. Já o posto Santa Rita, em Sinop, conta com o produto desde dezembro de 2011, porém o início do consumo ocorreu mesmo após janeiro. O diretor-executivo do Sindipetróleo, Nelson Soares Júnior, prevê que as vendas deslanchem entre os meses de abril e junho. “A partir deste mês, o consumidor passa a encontrar nas concessionárias apenas os novos modelos de veículos. O aumento no comércio de veículos estimulará mais proprietários de postos a venderem o produto”, explica. “O investimento é alto. Para adaptar tanques e bombas o investimento varia entre R$ 30 mil e R$ 100 mil, mas os postos tem se mostrado dispostos a investir”, relata Soares. No Brasil, o novo diesel já está disponível em mais de 1.200 postos. Em Mato Grosso, 30 já adaptaram tanques para comercializá-lo.

Destes, 18 já ofertam o produto. O número de postos adaptados para atender esta nova fase de produção e distribuição de combustíveis é suficiente para que os veículos atravessem o Estado de ponta a ponta. O óleo diesel S-50 tem apenas 50 partes por milhão de enxofre, nível que reduz até 80% da emissão de particulados e até 60% de óxido de nitrogênio. O seu uso é obrigatório em caminhões e outros veículos pesados, como picapes, produzidos desde 2011. Na prática, a frota de veículos desse tipo ainda é pequena, pois os modelos antigos puderam ser vendidos até 31 de março.

MAN e Petrobras firmam parceria

Com o objetivo de comprovar a disponibilidade do diesel S50 em todo o País e mostrar a tecnologia Euro 5 para os profissionais do transporte rodoviário, a MAN Latin America, em parceria com a Petrobras, participará pela primeira vez como patrocinadora da sexta edição do projeto Caravana Siga Bem, ação social dedicada aos milhares de motoristas profissionais de caminhões que percorrem as estradas brasileiras. A montadora disponibilizou dez veículos que formará o comboio, composto por sete caminhões, sendo cinco Constellation Tractor 4×2 19.330 e dois Constellation Tractor 6×2 25.390, e outros três veículos de apoio, um micro-ônibus e duas picapes Amarok.

O projeto promoverá eventos em 41 cidades de abril a setembro deste ano, que serão hospedados em 26 postos da rede de distribuição da Petrobras e em 22 concessionárias da rede MAN e Volkswagen Caminhões e Ônibus. Para o presidente da MAN Latin America, Roberto Cortes, o grande mote da edição deste ano é conscientizar o público alvo da caravana para a questão de preservação do meio ambiente a partir da redução de emissões que a tecnologia Euro 5 proporciona.

“A Caravana Siga Bem é uma oportunidade para familiarizar o caminhoneiro com a nova tecnologia Euro 5 e nossa missão é mostrar as vantagens técnicas e ambientais desse sistema por meio dos motores EGR e SCR que equipam nossos veículos.”

Durante o evento de lançamento do programa realizado nesta sexta-feira, 30, em São Paulo, a Petrobras reforçou que há diesel S50 em todos os Estados e que a possibilidade de falta desse combustível é remota. De acordo com o presidente da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, em 1º de janeiro deste ano, quando a nova norma Proconve 7 entrou em vigor, 850 postos da rede estavam equipados com bombas de diesel S50 e que hoje este número subiu para 1,1 mil. “Nossa meta é encerrar 2012 com pelo menos 1,5 mil postos oferecendo o S50 em todo o País e em 1º de janeiro de 2013, como prevê a próxima etapa da legislação, substituiremos o S50 pelo diesel S10, com teor ainda menor de enxofre.”

O executivo informou que a adequação dos postos da rede Petrobras para oferecer tanto o diesel S50 quanto o S10 custará cerca de R$ 400 milhões, valor que faz parte do aporte de R$ 2,5 bilhões anunciados pela estatal para aplicação no País até 2015. “Nossa preocupação durante a escolha e adequação dos postos é que o espaçamento entre eles não ultrapassasse 400 quilômetros.”

Andrade afirmou que a Petrobras garantirá o abastecimento do diesel S50 no País com produção local e com a importação de parte do combustível. O executivo disse ainda que há preocupação com relação ao tempo de armazenamento do diesel S50, que só pode ficar estocado de 30 a 60 dias, dependendo das condições de limpeza e filtragem dos tanques. “Mas essa preocupação se reduzirá ao longo do tempo, quando as vendas do Euro 5 alavancarem, o que deve acontecer a partir deste mês de abril”, estimou.

PROJEÇÕES

Alouche explica o cenário atual do mercado de veículos comerciais pesados é totalmente previsível devido a legislação que permite as vendas de veículos Euro 3 ao atacado até 31 de março. O executivo ressaltou que as vendas de veículos Euro 5, que começaram de forma fraca em janeiro, devem recuperar o devido fôlego a partir do segundo trimestre e que devem se acentuar a partir da segunda metade do ano.

“Esperamos que neste ano o desempenho do mercado de caminhões seja semelhante ao registrado em 2011, que foi ano recorde de vendas no mercado interno. No mínimo, 2012 será o segundo melhor ano para o segmento.”

No ano passado, as vendas de caminhões no Brasil atingiram o volume de 172,9 mil unidades, o que representou um aumento de 9,6% sobre os negócios do ano anterior, segundo dados da Anfavea.

Mercado continua “maravilhoso”, diz Ziegler

Apesar do tombo projetado de 10% a 15% nas vendas de caminhões acima de 6 toneladas este ano, “o Brasil deve consumir algo perto de 145 mil unidades este ano (contra 165 mil em 2011) e será o nosso segundo maior mercado do mundo, o que é maravilhoso”, afirmou Jürgen Ziegler, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO da Daimler América Latina, que atualmente comanda o maior programa de investimento entre as montadoras de veículos comerciais instaladas no País, no total de R$ 1,5 bilhão no período 2010-2013.

“No início deste ano o cenário se mostrou um pouco mais difícil do que prevíamos, mas estou otimista porque todas as condições para o crescimento continuam aqui”, avalia o executivo, citando a grande demanda por caminhões que deve ser gerada nos próximos anos pelo crescimento econômico do País, especialmente nos segmentos de construção civil, agropecuário e mineração.

Com a entrada em vigor em 1º de janeiro da nova etapa da legislação brasileira de emissões para veículos pesados, o Proconve P7, os caminhões com a nova tecnologia Euro 5 ficaram de 8% a 15% mais caros e as vendas no País recuaram 4% no primeiro bimestre, em comparação com o mesmo período de 2011. Mas com o fim dos estoques de modelos Euro 3, que foram produzidos até dezembro e podem ser faturados até o fim de março, o tombo tornou-se mais pronunciado, com recuo nos emplacamentos de 12% na primeira metade deste mês em relação a idêntico intervalo do ano passado.

FALTA INCENTIVO PARA O P7

A situação levou muitas montadoras a promover paradas nas linhas de produção, inclusive a Mercedes-Benz, que já programou férias coletivas de 10 dias (7 úteis) a partir do começo de abril. “Percebemos a dificuldade e por isso vamos parar”, justificou Ziegler, mas destacou que espera por novas medidas do governo de incentivo à produção e exportação que deverão reverter a situação. Nesse sentido, o executivo espera que seja aprovado o chamado Finame Verde, financiamento do BNDES com taxas reduzidas para a aquisição de caminhões Euro 5, que seria justificado pelo ganho ambiental da renovação da frota.

“É preciso lembrar que o salto tecnológico e o investimento entre o Euro 3 e 5 é muito grande. Aqui no Brasil a indústria não teve nenhum incentivo para fazer essa transição de forma mais suave, como aconteceu, por exemplo, na Alemanha, onde foram concedidos benefícios para a compra de veículos comerciais menos poluentes”, pondera Ziegler.

Outro ponto destacado por ele é a necessidade de tornar flexível a produção para os momentos de baixa do mercado, por meio de acordos mais maleáveis com os trabalhadores: “Temos limitações na utilização do banco de horas e na contratação de mão de obra temporária. Esse é um ponto substancial para elevar a competitividade do País”, defende.

Segundo Ronald Linsmayer, vice-presidente de operações da Mercedes-Benz do Brasil, a empresa está nesse momento em negociações com o sindicato para a melhor utilização do banco de horas. “Da maneira que está hoje só é flexível quando a produção sobe, não quando baixa”, disse. Em 2011, ele informou que a fábrica de São Bernardo do Campo (SP) precisou fazer 25 jornadas adicionais ao longo do ano, para dar conta da produção recorde, que se aproximou da capacidade máxima da planta, de 80 mil unidades.

PROMOÇÃO

Os estoques de caminhões e ônibus Euro 3 já terminaram e a Mercedes-Benz não revela quantos Euro 5 já produziu nem quantos vendeu, mas o departamento comercial estima que apenas mil veículos comerciais P7, de todos os fabricantes, tenham sido vendidos até agora no mercado brasileiro. Com o pátio cheio, a montadora resolveu fazer uma ação mais ousada para atrair clientes: até o fim de abril vai enviar mil novos caminhões para testes diretamente na operação dos clientes (leia aqui), além de oferecer contrato de manutenção grátis por um ano e 1,2 mil litros de Arla 32, o reagente à base de ureia necessário para fazer funcionar o catalisador dos veículos P7 com sistema SCR de redução de emissões de poluentes.

Para Ziegler, a ordem agora é direcionar todos os esforços para vender as vantagens dos novos modelos Euro 5, que são mais caros, mas também mais econômicos. “Temos de informar o custo total de propriedade, não apenas no valor de compra. O novo (pesado) Actros, por exemplo, gasta 9% menos combustível, é uma grande economia”, ressalta.

Apesar do tropeço (já amplamente antecipado) das vendas no início do ano, Ziegler está bastante otimista com o desempenho da Mercedes-Benz. “Nossa meta é ser o número um, amanhã se possível”, enfatiza. “Temos condições para isso. Renovamos nossa linha inteira de veículos e começamos a fazer o Actros aqui (montado em Juiz de Fora), assim temos um caminhão pesado a mais no portfólio para competir”, lembrou, destacando que no primeiro bimestre o modelo foi o extrapesado mais vendido do País, com cerca de 24% das vendas do segmento.

Ford Cargo 816 está à venda

A Ford iniciou as vendas do Cargo 816, que substitui o 815. Agora dotado de novo motor para atender a fase 7 do Proconve, o modelo tem preço sugerido de R$ 115.182,49 e garantia de dois anos sem limite de quilometragem. Com peso bruto total de 8.160 quilos, o caminhão tem capacidade máxima de tração de 11.000 quilos e três opções de distância entre eixos (3,3 metros, 3,9 metros e 4,3 metros), que facilitam a adequação a diferentes aplicações.

O motor utilizado é um Cummins Euro 5 ISBe 4.5, de 160 cv. Com boa força disponível em baixas rotações, o 816 atinge rápido o torque máximo de 56,1 m.kgf e o mantém entre 1.100 e 2.000 rpm. Segundo a montadora, o caminhão ficou entre 5% e 7% mais econômico na comparação com o anterior. Os intervalos de troca estão maiores. O propulsor utiliza a tecnologia SCR, da sigla em inglês para Redução Catalítica Seletiva, com pós-tratamento dos gases de escape pela injeção de Arla 32 no catalisador, a fim de neutralizar as emissões de hidróxidos de nitrogênio e material particulado. O Cargo 816 traz um reservatório com capacidade de 25 litros de Arla 32 e um sistema avançado de proteção e diagnóstico do motor no painel.

CHASSI MAIS RESISTENTE

De acordo com a fabricante, o caminhão ficou mais resistente com a introdução do material LNE 60, que permite o uso em condições mais severas, inclusive no campo, e com diferentes tipos de carroceria. O câmbio é de cinco marchas e os freios têm válvula sensível à carga no eixo traseiro. Entre as mudanças, a fabricante adotou um novo painel reciclável produzido com polipropileno reforçado com fibras de sisal e revestimento com vinil.

ADVANTECH: Um novo conceito em caminhões

Pensando sempre em soluções sob medida para países emergentes como o Brasil, a MAN Latin America foi além da troca de motores em seus produtos que serão comercializados a partir de 2012. O conceito ADVANTECH, criado pela montadora, traz para as linhas Delivery, Worker e Constellation inúmeras inovações, que vão desde mudanças no design interno e externo das cabines, até novos elementos eletrônicos que garantem aumento da vida da embreagem, redução do consumo de combustível e segurança na condução do veículo. As três linhas receberam painéis mais modernos, com computador de bordo, indicador de marchas, limitador de rotação do motor, inibidor de partida do veículo em marchas diferentes de “primeira” e “ré”, e indicador de restrição do filtro de combustível. As cabines ganharam novas cores e um visual mais moderno e aerodinâmico. Além disso, as novas cores internas e tecidos mais resistentes garantem maior conforto ao motorista, tornando o ambiente visualmente mais agradável.
O item segurança também vem com inovações: os modelos dotados com sistema de freio pneumático serão equipados com filtro coalescente (novo sistema mais eficiente do que os filtros tradicionais na remoção de água do ar) de série, o que se traduz em menores custos de manutenção, devido ao aumento da vida útil dos componentes de freio.
Para cumprir as rígidas exigências do PROCONVE P-7, o foco é no desenvolvimento de sistemas de tratamento dos gases de escape. Esses sistemas permitem reduzir significativamente as emissões de poluentes para os veículos com motores de ciclo diesel. Existem dois tipos de tecnologia disponíveis: o SCR – Selective Catalyst Reduction (Redução Catalítica Seletiva) e o EGR – Exhaust Gas Recirculation (Recirculação de Gases de Exaustão).
Pela primeira vez na América do Sul, os caminhões da marca Volkswagen recebem motorização MAN, já fabricada no Brasil graças a uma parceria com a MWM International. Sucesso em mais de 50 países e com mais de dois milhões de unidades produzidas na Europa, os motores MAN D08 de quatro e seis cilindros são dotados de tecnologia EGR de pós-tratamento de emissões. E garantem uma série de benefícios como baixo nível de ruído e consumo de combustível, maior intervalo de manutenção e menor emissão de poluentes. Os motores MAN têm concepção moderna, alto rendimento, qualidade, durabilidade, além de fácil manutenção e operação.
Os novos motores Cummins ISF de quatro cilindros e ISL de seis cilindros com tecnologia SCR, de pós tratamento de emissões com uso de ARLA 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo), complementam a oferta da nova tecnologia Euro 5 aos consumidores.